JOGOS

PET HISTÓRIA UFF

Produção:

Erick Moraes
Lucas felix
Luisa Mansur
Paulo Cesar Nascimento

GUERRAS
COLONIAIS

Entre a riqueza e a liberdade

Bem vindos ao Brasil antes de ser o Brasil!

Nesta aventura interativa, de ficção histórica, você está na América Portuguesa, que hoje é o Brasil. O ano é 1670 e você irá decidir entre ser Dayo ou José de Fernandes.
Agora vamos conhecer nossos personagens!

DAYO

Nesta aventura interativa, você pode decidir os rumos de Dayo, uma escravizada que foi traficada da África Ocidental aos 7 anos de idade. Foi trazida para a América Portuguesa mais especificamente para uma capitania de Pernambuco. Dayo ganhou um nome cristão, sendo chamada de Maria Conceição e foi vendida em praça pública para D. Walter, um senhor de Engenho muito influente da região. Desde então, Dayo trabalha no âmbito doméstico, dentro da casa grande, exercendo funções de faxina, arrumadeira, dentre outras.

Nesta aventura interativa, você pode decidir os rumos de José de Fernandes, um mameluco (mestiço de português com nativo brasileiro). Sendo natural da capitania de São Vicente, trabalha na propriedade agrícola de D. Fernão, como feitor. Enquanto feitor você é responsável de vigiar e castigar os cativos.

JOSÉ FERNANDES

ROTAS DO TRÁFICO ATLÂNTICO DE ESCRAVIZADOS

AMÉRICA PORTUGUESA

AMÉRICA PORTUGUESA

SÃO VICENTE

"Apenas mais um dia ?"

A noite já está fechada quando você escuta uns barulhos que te acordam. Você olha pela janela e vê a movimentação e as luzes de tochas próximo às senzalas… Uh! Isso é um mau sinal. Prontamente você se prepara para impedir isso que pode ser uma fuga, ao correr para despertar os outros capatazes você nota que alguns deles já estão prontos ou se aprontando. Rapidamente, o resto são acordados e em pouco tempo vocês estão prontos.É, realmente era uma fuga, uma perseguição se inicia. Flechas e tiros são disparados contra vocês, que não estão disponíveis. A perseguição chega aos limites de uma floresta próxima da propriedade de D. Fernão. Você está no comando da perseguição e duas alternativas estão à sua frente.

Escolha a sua ação:

Você perdeu! A falta de experiência no rastreamento por aquela região você e seus companheiros foram despistados pelos fugitivos e após horas você retornou a seu patrão de mãos abanando. Por ser o feitor chefe você é responsabilizado pelas perdas e bem… Agora você tem uma bela dívida. Para quitar o débito, D. Fernão te alista obrigatoriamente no bandeirantismo. Assim você se integra ao bandeirantismo como subordinado, ocupando os lugares mais baixos da hierarquia da expedição.

Aí sim, meu consagrado! Graças a seu pensamento rápido você decidiu chamar nativos aliados, que bem cedo na manhã ajudaram vocês a acharem não só os cativos em fuga, mas também os quilombolas que auxiliaram na fuga. Ao voltar para o engenho com mais escravos do que tinha partido, D. Fernão vê um novo valor em você e te chama para fazer parte de um investimento na bandeira que partiria dali a poucos dias.

“Nem tudo que brilha é relíquia, nem jóia”

Com o passar dos dias a paisagem ao seu redor muda, as florestas parecem diferentes, a forma como o sol desencadeia a expedição parece mais forte e como árvores agora apresentam tons de verde mais claros. Na tarde do oitavo dia de viagem, durante a pausa para alimentação e descanso, você e um pequeno grupo de bandeirantes, à frente de coluna de aventureiros, se deslocam a onde se supõe que haja uma cachoeira. O vento úmido e o som confirmam suas suspeitas.

Ao avançar de forma cautelosa você e aquele grupo de 5 homens avistam uma bela índia de cabelos longos e uma bolsa ao seu lado. Inicia-se então uma pequena conversa sobre como abordar ela.

"Devemos capturá-la! Ela pode conhecer a região e nos levar a sua tribo. Se não obtivermos aliados, ao menos encontraremos mão de obra, suprimentos e talvez Pau-Brasil!" - Disse o Barão Francisco, em tom baixo, mas autoritário.

O velho índio caraíba, um sacerdote tupi de nome Uira, alerta ao grupo. - Contenham esse ímpeto, há coisas por essas terras que você não entende!

Você está fazendo parecer fácil.
Uira e 3 de seus companheiros nativos preparam um ritual e avançam sobre a moça, com dizeres impossíveis de entender e objetos estranhos.
Os olhos dela brilham e seu cabelo se acende em brasa. Mas ela retoma sua forma anterior. Após uma longa conversa entre Uira e a moça, eles dois vão em direção aos outros líderes da expedição.
Ela leva vocês a uma área que parece ser rica em ouro e explica as condições que se deve seguir para extrair o minério. O grupo aceita as condições, deixa um pequeno grupo de 15 pessoas para guardar o local e retorna para a capitania.

“Errou feio, errou rude…”

Vocês avançam sobre a nativa e conseguiram imobilizar ela no chão. Ao lado dela havia uma vultosa quantidade de ouro na sacola.

Tudo parece correr bem, até que começa a ficar muito calor, os cabelos dela começar a ficarem vermelhos e brilha, a tinta em seu corpo parece derreter e evaporar. O Barão Francisco e o Jovem Sebastião já não consegue segurar mais a moça. Ela começa a brilhar enquanto você e o grupo se afastam e a água próxima dela evapora, uma vegetação baixa que há próxima dela pega fogo e agora ela parece flutuar.

Quando isso ocorre o velho Uira corre em direção a seu grupo de nativos. A moça que agora se assemelha a uma esfera de fogo azulado adentra a mata e a coluna de expedicionários entra em pânico, atacando a esfera em chamas, ou fugindo.

Após um tempo, Uirá e seus ganhos tornar-se-la humana novamente, através de um ritual pouco compreensível a você e umas armas estranhas.

Após uma conversa longa com uma nativa, Uira explica a vocês que ela é a Mãe do ouro e que em troca da liberdade e da exploração segundo como regras dela, vocês podem explorar uma região aurífera que ela lhes mostrará.

A Bandeira encontra o ouro que ela prometeu, além de ter confiscado uma pequena fortuna que estava com ela. A Bandeira não foi um fracasso, mas custou a vida de 25 homens em decorrência dos incêndios, além da perda de suprimentos e animais.

"ERA DE OURO"

Apesar das duras perdas, a bandeira foi um sucesso. Ouro foi achado e você estava entre os líderes. Na tarde seguinte à sua chegada uma reunião entre os financiadores e líderes da bandeira se reúnem, há entre vocês jesuítas que ajudaram a pagar pela empreitada, bem como acompanham a expedição.
Uma acalorada discussão se dá, a origem da discórdia é sobre a mão de obra. Dentre as condições dadas pela Mãe de Ouro, estava que ninguém nascido nas terras de Pindorama poderia ser forçado a trabalhar, ou terem imposto a eles uma carga de trabalho maior do que eles aceitassem.

-Esta claro que esta anja fala contra uma escravidão injusta de nativos que vem sendo feita. Precisamos de uma alternativa justa, a mão de obra tupiguarani que muitos desta sala tem usado, achando que não sabemos. - Disse o Padre Miguel.

-Eu estou cagando para o que esta Índia disse, os nativos são a mão de obra mais acessível que temos, constar-la e ponto final. - Bradou o Barão Francisco

ESCOLHA SUA AÇÃO:

“CHEFE É CHEFE, NÉ PAI?"

A contragosto, alguns dos presentes concordam com um maior investimento para comprar cativos através do comércio atlântico.
Em questão de semanas a extração do ouro estará a mil.

“Aí foi que o barraco desabou"!

Muitos dos bandeirantes e fazendeiros concordaram com você, outros aceitaram a contragosto. Mas os jesuítas foram inflexíveis, já que acreditavam que o ocorrido era um sinal divino. Incêndios se ligados à mina de ouro e cada vez mais era difícil encontrar funcionários. Buscando a paz com a entidade os nativos escravizados foram libertos e escravos africanos foram comprados. Ofertas a Mãe do Ouro foram feitas e o empreendimento pode seguir em paz. Mas após o ocorrido sua credibilidade já não era mais a mesma.

Primeira aventura na mata. Trouxe o "GPS"!?

Após alguns meses, sua primeira expedição começa, no seu grupo tinha colonos, indígenas de diferentes etnias e mamelucos como você. Tudo era novidade, a trilha, o som da natureza, o contato com a terra, as árvores e animais. A vida na floresta não é o seu forte, você e seus amigos bandeirantes "novatos" têm dificuldades de se locomover na densa floresta, por isso vocês se perdem das fileiras de comando. O grupo decide continuar andando, mas de repente, no meio dos arbustos é revelado que um grupo de Tupis estavam vigiando uma área. Os nativos portavam arcos, flechas e outros equipamentos de guerra, parecendo prontos para atacar qualquer um à sua frente. Vocês estão cercados, uma escolha errada pode custar a vida do grupo, o que fazer nessa situação?

Escolha sua ação:

GG! Você teve uma excelente escolha! Os indígenas revelam que estão planejando um ataque surpresa a uma aldeia dos Kayapós. Porém, vocês notam que a cada momento o números de Tupis ao redor aumenta e tal ataque pode ser apenas uma mentira, e objetivo era atacar o seu grupo. Cabe a você a decisão:

Escolha a sua ação:

Deu ruim! O tiro inicial foi o seu, uma batalha foi muito intensa, com perdas para ambos os lados. As armas de fogo conseguiram destruir a formação dos Tupis possibilitando aos bandeirantes uma vitória por detalhes. Os sobreviventes foram capturados, porém, a quantidade não ultrapassa ao número de 20 indígenas. Infelizmente a expedição não pode continuar. Os líderes da expedição decidiram retornar para a Capitânia, com muitas baixas e poucos indígenas.

Vapo!!! Os indígenas estavam de fato planejando um ataque aos Kayapós. A aliança conseguiu uma vitória total. Os Tupis conseguiram expandir o seu território, tendo acesso a novas fontes de água, aumentando seu território, enquanto você retorna para São Vicente como um dos heróis da expedição, ganhando notoriedade no mundo do bandeirantismo.

"A VOLTA É SEMPRE TRISTE"

O retorno para a capitania de São Vicente foi tranquilo. Os cativos apreendidos foram o suficiente para pagar a sua dívida com D. Fernão, mas, você se apaixonou pelas aventuras do bandeirantismo e por isso deseja continuar participando de outras expedições. Embora a expedição tenha agradado os senhores de terra da capitania, os Jesuítas não tiveram a mesma opinião. Tido como “herói” da expedição, você foi convocado para um interrogatório com os religiosos, lá te pedem para explicar como ocorreu a expedição. A primeira pergunta do interrogatório foi: “a escravização dos indígenas foi por meio da guerra justa”?

No subconsciente você sabe que não, mas escolheu respondeu da seguinte forma:

ESCOLHA SUA AÇÃO:

Boca fechada não entra mosca! A resposta inflamou os ânimos do interrogatório. Os Jesuítas lhe taxaram de ser um mal cristão. Você foi intimado a abandonar o mundo das bandeiras, pois tais práticas eram abomináveis. A situação permanece delicada, é perceptível a ira dos religiosos em relação ao seu trabalho. É quando D. Fernão entra na sala e interrompe o questionário, com a intenção de te buscar. Mas antes de sair da sala o senhor de engenho fala ferozmente com os Jesuítas “se vocês dividissem os seus índios conosco, não precisaríamos ir tão longe para buscar os nossos”.

Deixou no sigilo! A resposta acalmou os ânimos do interrogatório, os Jesuítas aceitam parcialmente a sua resposta. Taxado de um cristão com virtudes foi orientado a abandonar o bandeirantismo. As perguntas continuam é quando D. Fernão entra na sala e interrompe o questionário, com a intenção de te buscar. Mas antes de sair da sala o senhor de engenho fala ferozmente com os Jesuítas “se vocês dividissem os seus índios conosco, não precisaríamos ir tão longe para buscar os nossos ”.

"CAMINHO SEM VOLTA!"

Passados alguns dias do interrogatório D. Fernão te convence em dar um passeio pela capitania, o dia está lindo, clima ensolarado. Depois de ficar trancado numa sala sendo investigado, o vento no rosto te causa muito conforto, te proporcionando uma sensação de liberdade próximo ao que sentiu nas bandeiras. As palavras de D. Fernão “se vocês dividissem os seus índios conosco, não precisaríamos ir tão longe para buscar os nossos”, sempre voltam para a sua mente. D. Fernão fala da dificuldade momentânea em conseguir novos negros da terra, as expedições estavam indo cava vez mais longe para conseguir ter êxito, enquanto isso os Jesuítas monopolizavam os indígenas mais próximos. É quando ele interrompe a conversa repentinamente e pergunta: posso contar com a sua experiência nas próximas bandeiras?

ESCOLHA SUA AÇÃO:

Thu tha thu thu tha! D. Fernão gosta da sua vontade, mas está cansado em discutir com os Jesuítas sobre os negros da terra. Fala contigo sobre uma alternativa apaziguadora, capaz de agradar ele, você e os Jesuítas. A ideia consistia em mudar a mão de obra, ou seja, ao invés de usar a indígena seria utilizado a força de trabalho de negros escravizados. Você aceita a proposta pois ela não coloca a sua moral em questão. A primeira expedição tem como objetivo a destruição do Quilombo do Quilombo União. Devido à distância havia a necessidade de um grande tempo de planejamento.

Magoou! D. Fernão fica chateado com sua posição, mas não desiste em contar com os seus serviços. Fala contigo sobre uma alternativa apaziguadora, capaz de agradar ele, você e os Jesuítas. A ideia consiste em mudar a mão de obra, ou seja, utilizar a força de trabalho de negros escravizados ao invés da mão de obra indígena. Você aceita uma proposta pois ela não coloca a sua moral em questão. A primeira expedição tem como objetivo a destruição do Quilombo União. Devido à distância e da dificuldade da expedição existe uma necessidade de um grande tempo de planejamento.

"DIAS DE LUTAS E DIAS DE GLÓRIA !?"

Você se prepara para o que pode ser a última reunião com os grandes senhores de São Vicente antes de partir na incursão contra o Quilombo União. Você pensa consigo: “Estes malditos quilombolas! Têm atacado os engenhos e armazéns, sempre correndo para a mata! E agora deram para vender cachaça e água arvorar dente mais barato. A cada moeda de prejuízo é maior o 'aperreio' em minha mente ”.

Após um ano de planejamento, recrutamento, aquisição e levantamento de recursos, os fazendeiros e comerciantes da região pressionam você, Joaquim e Dom Fernão por uma partida imediata. Alguns deles ameaçam com o abandono do financiamento, ameaçam e reclamam… Tolos! Se os escravos e índios do Quilombo União já são ousados, imagine sem uma resposta. Mas é isso, neste dia 04 de dezembro de 1680, você, juntamente com, Dom Fernão e Joaquim irão decidir se partem agora ou depois.

"A REUNIÃO ESQUENTA!!!"

A reunião parece ser mais um julgamento. Todos aqueles velhos e ricos senhores parecem querer nossas cabeças… quase sinto falta do silêncio tenso das florestas.

Coronel Domingos toma uma palavra:
-Estamos há um ano sendo assaltados. Os frutos de nossas lavouras, máquinas e pretos são surrupiados! E você nos pede calma? Se você não consegue pôr em marcha essa bandeira, talvez devêssemos encontrar quem vai!

Dom Fernão intervém:

-O que nós pedimos é um tempo para recebermos aquele apoio do Norte. De nada adiantaria desperdiçar tanto empenho e dinheiro, para perder tudo em uma tentativa apressada de ataque.

Joaquim, como que continuando a defesa protegida por Dom Fernão:

-É fácil para vocês, do conforto de seus casarões, nos dizerem para partirmos amanhã, ou semana que vem. Nós estaremos em guerra contra estes selvagens e, durante nossa incursão, contar apenas com a proteção divina de nada adianta sem preparo, recurso e guerreiros.
Os olhares da sala se voltam para você, esperando por uma resposta.

ESCOLHA A SUA AÇÃO:

"AS CONSEQUÊNCIAS"

Joaquim te olha decepcionado, enquanto Dom Fernão parece confuso. Ainda que os fazendeiros ali reunidos estivessem contentes, o medo tomava sua mente. Um arrepio sobe a espinha e pela primeira vez em muitos anos você teme pelo fracasso da incursão.

Dias depois vocês partem da fazenda de Coronel Domingos. Há certa tensão entre os líderes e insegurança entre os homens. Dias se passam, e por vezes parece que vocês não chegarão a lugar nenhum. Mas após três semanas vocês encontram a trilha. Os homens estão cansados e é notável que a tropa sabe que a investida não pode durar longos meses. Roças próximas foram destruídas e vocês contam apenas com seus suprimentos e talvez com a caça.

Vocês se instalam e na tarde seguinte as lideranças se reúnem para decidir o melhor curso de ação.

-Nossos homens não possuem muito ânimo, não temos números, ou recursos para ataques mais longos. Precisamos usar a astúcia e blefar. Apenas se preciso devemos chegar às vias de fato. Diz Joaquim em tom firme e confiante.

-Ora! Se não temos tempo, devemos decidir isso de uma vez. Com celeridade e violência. Recomendo atacarmos com tudo. Procuramos e interceptamos possíveis vias de fuga e avançamos em duas frentes. Assim eles não poderão evitar o combate. -Disse Cristóvão, um notório caçador de índios e escravos que liderou capatazes em sua mina.

ESCOLHA A SUA AÇÃO:

"ENTRE O ATAQUE E O FRACASSO"

Vocês começam a se preparar para o ataque. Vocês não possuem o elemento surpresa, mas não precisam. Seus números são suficientes, seus recursos são amplos e até canhões vocês tem. Seus mapas podem ser limitados, mas algumas rotas de saída do quilombo estão fechadas e com um verdadeiro exército em torno do União ninguém tentará levar ou trazer algo de lá. Seus homens estão confiantes e você também.

É chegado o dia do ataque, ele se inicia com o nascer do sol. É preciso luz para mirar a artilharia. Os muros não oferecem grande resistência às bolas de canhão e o portão segue com rapidez. Lá dentro, cercas foram feitas e novas torres com arqueiros e atiradores fazem muitos de seus homens caírem, mas os números estão a seu favor.

O primeiro ataque é um sucesso, mas não completo. As pequenas lavouras que lá existem foram destruídas, fontes de água depredadas e o maquinário de engenho está no segundo anel defensivo para onde eles recuaram.

"OS LOUROS DA DIPLOMACIA"

Um corpo diplomático é formado e as negociações começam. Uma mulher negra de pele retinta lidera o quilombo e, acompanhada de seus conselheiros, trata diretamente com você e seus companheiros de liderança.

Um armistício é acordado e não há maiores hostilidades. Seis semanas se passam até que os termos do acordo de paz sejam definidos e aceitos. Por 15 anos 15% de toda a produção será direcionada a coroa e aos fazendeiros e comerciantes afetados pela atividade quilombola, todos os homens entre 15 e 50 anos roubados do Rancho Boa Esperança serão livres , todos os homens de 20 a 40 anos devem devem 10 anos de serviços aos financiadores da bandeira, além de agora a aguardente e a cachaça do quilombo ter um valor mínimo estipulado e sujeito a revisão a cada cinco anos. As armas do quilombo devem ser entregues, restando apenas as de caça.

Após sucessivas vitórias vocês finalmente entram no quilombo, apenas para encontrar uma cidade com um povoamento abaixo do esperado. Após dias de busca e interrogatórios vocês descobrem que mais de 80 quilombolas fugiram durante o armistício. Apenas aqueles
que concordaram com o acordo ficaram.

Sua vitória não tem mais o mesmo sabor, muitos haviam fugido e agora o governante da capitania já lavrou o tratado. Nada mais há para fazer. Sabe se Deus onde eles estão agora, você é tomado por fúria, mas não há nada mais a ser feito.
Após seu retorno a capitania o tratamento é bem diferente do que o recebido após a incursão que lhe rendeu fama, você foi enganado e a história, bem como as piadas nunca o deixaram esquecer disso. Seu prestígio foi afetado e seu lugar de liderança nunca mais foi reavido.

"ENTRE A NEGOCIÃO E O FRACASSO"

A desorientação dos líderes frente a situação torna eles mais abertos a suas ordens. Talvez esta seja a única vantagem nesse momento. A insegurança se faz presente e isso torna o risco de deserção algo a ser considerado. Mas por enquanto, seus números se mantêm intocados pelo mal da covardia.

Você e seu corpo diplomático se encontram com a líder chamada pelos colonos de Maria. Ela é uma mulher de pele preta e postura imponente. Junto está uma guarda de dez guerreiros e o que parecem ser três conselheiros.

-Há duas maneiras de realizarmos isso. A primeira é pela via diplomática. Nós chegamos a um acordo e sangue não é derramado. Ou guerreamos, sangue é derramado e eu tomo violentamente essas terras e as pessoas que vivem no quilombo. - Diz você.

-Este blefe não vai funcionar. Nós temos a vantagem numérica e podemos suportar mais de um ano de cerco. Vocês podem fazer isso? - Pergunta Maria com o total controle da situação.

Você hesita por um segundo e ela continua a falar.

-Foi o que eu pensei. Eu escolho a guerra. - Diz Maria pondo fim às negociações.

Na noite que segue a fracassada rodada de negociações a bandeira é atacada por quilombolas. Pequenos grupos saíram das matas executando ataques rápidos e precisos. Causando perdas pequenas na estrutura, mas grandes na moral.

Nos dias seguintes, quase 50 bandeirantes desertaram, fragilizando cada vez mais a bandeira.

-Temos que encerrar isso agora. Os que ficaram depois dos ataques são aqueles que darão a vida pela missão. - Disse Cristóvão de uma forma que fez um frio percorrer sua espinha.

-Isso é loucura. Nós precisamos recuar, reagrupar e então retornar para conquistar esse quilombo de uma vez por todas. - Disse Joaquim temeroso.

ESCOLHA A SUA AÇÃO:

"DE FRENTE COM A MORTE" !!!

Outras dezenas de soldados desistiram nas noites que precederam o ataque. Mas é chegado o momento, a noite acaba de cair. Você tem quase metade dos homens que tinha na partida. Havia medo e tensão no ar. Mas nenhum deles desistiria agora.

Vocês parte para o ataque. Devido aos poucos homens, será um ataque direto e com força total ao fronte do quilombo. Vocês avançam, eles lançam flechas e tiros contra vocês, porém o avanço não para. A investida contra os portões levam alguns bravos bandeirantes, mas ainda assim ele sede.
Dentro do quilombo vocês enfrentam poucos homens e começam a seguir para o interior e é quando vocês percebem as cercas em seus caminhos.

Voltando para trás os quilombolas começam a te cercar. Saindo de locais inesperados um morticínio começa. Há tentativas de fuga, mas não há mais tempo. Tudo o que resta é uma gloriosa morte em batalha.

Alguns podem dizer que essa morte em batalha foi honrosa, mas outros dirão que José de Fernandes preferiu a morte a encarar o retorno à pobreza após falhar na conquista do Quilombo União.

"AS CONSEQUÊNCIAS"

Coronel Domingos e seus companheiros levaram suas promessas a cabo, e retiraram o apoio que davam à bandeira. Todavia, com o tempo os nortenhos chegaram e com eles reforços e suprimentos.

Apesar das perdas de recursos e de alguns homens, os oito meses de espera pelos reforços parecem ter compensado, seus companheiros de bandeira parecem mais confiante com os nortenhos recém chegados e até peças de artilharia foram trazidas. Ocorreu outro ataque dos quilombolas, dessa vez ao Rancho Boa Esperança, mas vocês estavam preparados e conseguiram repelir os ataques e conseguir prisioneiros, esses prisioneiros que forneceram boas informações quanto a rotas para os quilombos. Quinze dias se passaram desde sua partida e o quilombo se pôs a sua frente, é possível ver torres de guarda feita em expeça madeira. Após mais algum tempo de caminhada é possível ver cercas de madeira e sapé. Este é de longe o quilombo mais sofisticado que você já viu. Os líderes se reúnem, é hora de decisões encaminhadas. Todos esperam você tomar a palavra.

ESCOLHA A SUA AÇÃO:

"A HORA DA VERDADE"

Seus homens se inflamam por um momento, mas durante os dias de preparação duas dúzias de homens desertam, pode parecer pouco, entretanto, nessa situação cada homem conta.
Semanas de combate são travadas, mesmo com o fechamento das rotas que levam ao quilombo, eles ainda resistem. Seus números e recursos são minados e a deserção se torna comum. Há muita insatisfação e os ataques noturnos dos quilombolas tem sido um problema real. As lideranças da bandeira se reúnem para debater os rumos a serem tomados.

Após uma longa conversa você chega a uma decisão:

"ATÉ TÚ BRUTOS"!?

Em outra circunstância esse discurso poderia ter funcionado, mas não agora. Muito foi perdido, seus homens perderam a fé e nem os mais fiéis a você acreditavam em suas palavras.

Mas agora você precisa descansar. O cansaço te faz dormir rápido. No meio da noite você sente algo, demora uns segundos até você entender. Joaquim se afasta de você, o seu abdômen dói, você olha para ele e sente o corte. É um motim, isso faz sentido, porque eles haveriam de morrer pelo seu erro. Provavelmente dirão que você morreu em batalha e por isso recuaram. Não dá para culpar eles. Afora só lhe resta o descanso da
morte.

"A HORA DA VERDADE"

Em poucos dias o cerco se ergue. Vocês se põem ao redor de boa parte da extensão do quilombo, há a limitação dos números, afinal são quase 300 homens em sua bandeira, dividi-los de mais te enfraqueceria.

Passados vinte dias, você e seu corpo diplomático chegam aos portões, e um encontro é marcado. Horas depois você e seus conselheiros se encontram com a líder de nome português Maria, o nome nativo você nem se atreveria a tentar pronunciar.

Após as formalidades que o encontro demanda, chega a hora de apresentar a oferta.

Nós temos recursos e guerreiros suficientes para manter um cerco por um longo tempo. Para vocês sobreviverem é necessário que vocês façam comércio com as cidades próximas e nós fechamos suas rotas comerciais. O que vos resta é a rendição.

Estamos oferecendo a vocês o seguinte. Vocês serão livres, mas isso tem um custo. Pelos próximos 20 anos, 30% de seus ganhos serão divididos entre a coroa e os fazendeiros impactados pelas fugas e ataques executados por vocês. Todos os escravos roubados do Rancho Boa Esperança deverão ser devolvidos e um quinto desta terra, a nossa escolha é claro, deverá ser dado a nós líderes como espólio. E por último, mas não menos importantes, queremos todas as suas armas.

Esta oferta é ridícula, inaceitável. Não aceitaremos! Se isto é uma negociação precisamos trabalhar nesses termos. - Disse Maria, uma mulher sudanesa de corpo forte e voz imponente. Sua firmeza e aura intimidadora mostrava que a liderança era algo para o qual ela havia sido destinada.
As negociações se prolongam por dias. Impaciente seus homens se reúnem com você. Estamos nesse jogo de comadres há duas semanas. Há uma estabilidade. A cada dia que passa conhecemos mais eles. Eu proponho que nós finjamos um acordo e os ataquemos na celebração dele. - Propôs Joaquim. Era visível que ele contava com o apoio dos outros líderes.

ESCOLHA A SUA AÇÃO:

"O CALOR DA MORTE"

O acordo foi feito. O tempo da indenização foi reduzido para quinze anos e a taxa caiu para 20% dos ganhos quilombolas, mulheres e menores de 15 anos não teriam de voltar para o Rancho Boa Esperança e armas para a caça poderiam permanecer no quilombo.

O quilombo continuaria… Ou era isso que os quilombolas pensavam.
A comemoração estava ocorrendo, os bandeirantes recuaram 600 metros das cercas do quilombo para que a festa pudesse ocorrer. Após horas de festejo, uma força de cem homens que deveriam ter retornado a cidade como gesto de boa fé avançou em direção ao quilombo.
Rapidamente os quilombolas recuaram, com muitas perdas. Ao entrar nos muros vocês se deparam com muros internos pouco altos e provavelmente recentes, ou você saberia de seus informantes.
Arqueiros e atiradores estavam posicionados. O sol nasce por trás das flechas que caem, você tenta se proteger, mas sente dois impactos, como se alguém empurrasse seu peito e sua coxa direita. Você sente a blusa colar em seu corpo e um quente e úmido.
Cristóvão, o famoso caçador de índios e escravos te puxa. Muitos de seus homens recuam, outros correm para dentro das muralhas. Você vê Cristóvão te levando em direção ao portão. A cerca explode em pedaços e estilhaços. Estão usando a artilharia.

Sua respiração está difícil. Sangue escorre por sua boca e de repente tudo é frio e escuridão.

"APAGADO DA HISTÓRIA"

Um corpo diplomático é formado e as negociações começam. Uma mulher negra de pele retinta lidera o quilombo e, acompanhada de seus conselheiros, trata diretamente com você e seus companheiros de liderança.

Uma trégua é acordado e não há maiores hostilidades. Seis semanas se passam até que os termos do acordo de paz sejam definidos e aceitos. Por 15 anos 15% de toda a produção será direcionada a coroa e aos fazendeiros e comerciantes afetados pela atividade quilombola, todos os homens entre 15 e 50 anos roubados do Rancho Boa Esperança serão livres , todos os homens de 20 a 40 anos devem devem 10 anos de serviços aos financiadores da bandeira, além de agora a aguardente e a cachaça do quilombo ter um valor mínimo estipulado e sujeito a revisão a cada cinco anos. As armas do quilombo devem ser entregues,
restando apenas as de caça.

Após sucessivas vitórias vocês finalmente entram no quilombo, apenas para encontrar uma cidade com um povoamento abaixo do esperado. Após dias de busca e interrogatórios vocês descobrem que mais de 80 quilombolas fugiram durante o armistício. Apenas aqueles
que concordaram com o acordo ficaram.

Sua vitória não tem mais o mesmo sabor, muitos haviam fugido e agora o governante da capitania já lavrou o tratado. Nada mais há para fazer. Sabe se Deus onde eles estão agora, você é tomado por fúria, mas não há nada mais a ser feito.
Após seu retorno a capitania o tratamento é bem diferente do que o recebido após a incursão que lhe rendeu fama, você foi enganado e a história, bem como as piadas nunca o deixaram esquecer disso. Seu prestígio foi afetado e seu lugar de liderança nunca mais foi reavido.

"TODAS AS ESCOLHAS TÊM AS SUAS CONSEQUÊNCIAS"

Em poucos dias o cerco se ergue. Vocês se põem ao redor de boa parte da extensão do quilombo, há a limitação dos números, afinal são quase 300 homens em sua bandeira, dividi-los de mais te enfraqueceria.

Passados vinte dias, você e seu corpo diplomático chegam aos portões, e um encontro é marcado. Horas depois você e seus conselheiros se encontram com a líder de nome português Maria, o nome nativo você nem se atreveria a tentar pronunciar. Após as formalidades que o encontro demanda, chega a hora de apresentar a oferta.

Nós temos recursos e guerreiros suficientes para manter um cerco por um longo tempo. Para vocês sobreviverem é necessário que vocês façam comércio com as cidades próximas e nós fechamos suas rotas comerciais. O que vos resta é a rendição.
Estamos oferecendo a vocês o seguinte. Vocês serão livres, mas isso tem um custo. Pelos próximos 20 anos, 30% de seus ganhos serão divididos entre a coroa e os fazendeiros impactados pelas fugas e ataques executados por vocês. Todos os escravos roubados do Rancho Boa Esperança deverão ser devolvidos e um quinto desta terra, a nossa escolha é claro, deverá ser dado a nós líderes como espólio. E por último, mas não menos importantes, queremos todas as suas armas.

Esta oferta é ridícula, inaceitável. Não aceitaremos! Se isto é uma negociação precisamos trabalhar nesses termos. - Disse Maria, uma mulher sudanesa de corpo forte e voz imponente. Sua firmeza e aura intimidadora mostrava que a liderança era algo para o qual ela havia sido destinada. As negociações se prolongam por dias. Impaciente seus homens se reúnem com você.

Estamos nesse jogo de comadres há duas semanas. Há uma estabilidade. A cada dia que passa conhecemos mais eles. Eu proponho que nós finjamos um acordo e os ataquemos na celebração dele. - Propôs Joaquim.

Era visível que ele contava com o apoio dos outros líderes.

"O CALOR DA MORTE"

Há insatisfação entre seus comandados. Cristóvão - o líder dos capatazes em uma das minas que você fundou depois do triunfo de sua primeira bandeira - parece personificar essa insatisfação. Mas ninguém está disposto a te desafiar.
Depois de um mês, um acordo é firmado.
Maria, altiva como sempre, se reúne com seus homens aos pés do muro de madeira e sapé que protege o quilombo.
No fim da negociação o tempo da indenização foi reduzido para quinze anos e a taxa caiu para 20% dos ganhos quilombolas, mulheres e menores de 15 anos não teriam de voltar para o Rancho Boa Esperança e armas para a caça poderiam permanecer no quilombo.
Na manhã de sua partida você é informado que pelo menos 25 quilombolas fugiram durante as festividades. Mas isso é um problema para outra hora. Agora você é uma pequena guarda de cinco companheiros que precisam levar os escravos de volta para o Rancho Boa Esperança. Senhor Fernandes, por que o senhor está levando pessoalmente esses escravos até o rancho? São tão poucos, nós poderíamos levá-los com tranquilidade- Perguntou o jovem e curioso Ezequiel.
A verdade é que eu não aguentava mais ter que mandar naqueles homens. É como ter que controlar quase 300 bodes brigões. Tendo já garantido a vitória, eu decidi fugir dali o quanto antes. - Disse você em tom bem humorado.
Movimentos são escutados ao redor. Todos se armam. A tensão toma conta de vocês. Apenas para a tranquilidade voltar a ser o padrão do ambiente.
Deve ser apenas um porco de… - Antes que Ezequiel pudesse terminar a frase uma flecha atravessa sua garganta.
Tiros são disparados. A mata oculta os atiradores. Os escravos se abaixam nas propriedades. Seu cavalo é atingido e cai por cima de sua perna antes que você possa se mover.
Uma nativa de cabelos curtos se aproxima de você com uma borduna em mãos. Por de trás um homem de voz rouca diz algo que em uma língua incompreensível e faz ela recuar.
O homem de voz rouca se aproxima, é um homem negro de pele bem escura se aproxima, põe uma faca em sua garganta e diz em voz alta para que todos possam ouvir: - Saiba que você morre pelas mãos de habitantes livres do Quilombo União.
A lâmina cortou sua carne de forma indolor. Você sente seu sangue escorrer pelo seu pescoço, ombro e peito. O ar não entra mais pelo seu pescoço. Você sente seu sangue inundar sua garganta.

Desesperadamente você tenta puxar uma última lufada de ar, mas sem sucesso. E o que se segue é o frio e a escuridão.

A hora da decisão

Era uma noite fria e chuvosa, você estava na senzala deitada no chão, tirando os seus poucos momentos de descanso do dia para que pudesse continuar com os mesmos afazeres desde que tinha sido trazida para o engenho de D. Walter.
No entanto, algo acontece. Você percebe movimentações incomuns na senzala. Será que aquilo estaria realmente acontecendo? Você sabia que havia um plano de fuga por parte dos escravos que viviam no mesmo local, mas não podia acreditar que tudo aquilo era real. Um frio na barriga e um medo fulminante surgem em seu interior, quando seu colega pergunta se realmente vai se juntar aos fugitivos.
E aí? O que você decide fazer em uma situação dessas?

Existem duas alternativas:

A fuga

Você se junta ao grupo de fugitivos, pega uma das tochas em suas mãos e juntamente com eles consegue fugir. Neste momento, alguns escravos são pegos pelos feitores.
Ao conseguirem tomar distância da propriedade de D. Walter, vocês não sabem o que fazer, muito menos para onde ir. Com isso, vocês acabam entrando na mata, correndo por qualquer caminho sem saber se sairão em algum lugar seguro ou em alguma outra propriedade. Depois de muito correr e andar, o cansaço e a fome chegam, vocês se deitam para descansar e acabam caindo no sono. Do nada vocês acordam escutando barulhos que inicialmente não conseguem definir o que seria. Quando se dão conta já é tarde demais. Os feitores e capatazes os encontram com ajuda dos nativos que conhecem muito bem a região.

Diante disso, você tem duas opções:

Tramando uma nova fuga

A sua decisão não te deixa feliz, você não aguenta mais. Faz 15 anos que você é vista como mercadoria, e tratada como tal.
Sabe que as fugas sempre são arriscadas e sua vida estaria em risco, porém, você decide fugir. As suas condições como escravizada são desumanas. A comida é escassa, você muitas vezes passa fome, passa semanas e meses comendo apenas farinha de mandioca, algumas vezes come vegetais plantados pelos próprios escravizados, mas ainda sim a escassez é terrível. Os castigos são recorrentes e seu corpo não te deixa esquecê-los.
Sendo assim, você decide fugir junto com outros escravizados que estavam planejando esse escape.

O retorno

O que mais a entristece é o fato de ter conseguido vislumbrar um pouco de liberdade, sentir o vento em seu rosto, que realmente pareceu estar diferente, as folhas das árvores mais verdes, o céu mais azul. Mesmo com medo, a esperança gritava mais alto. E era só isso em que pensava enquanto voltava arrastada, com um remorso indescritível por não ter tentado lutar mais mesmo sabendo que se tentasse, podia estar em uma situação bem pior.
Assim que chegou ao engenho, você e seus companheiros de fuga foram sentenciados pelo Senhor D. Walter a 44 açoites cada um. No entanto, um de vocês cinco acabou sendo identificado como o cabeça da fuga e teve sua orelha direita cortada. Enquanto você observava tudo aquilo, sentia uma dor monstruosa, e o que doía mais era estar submetida aquilo em que sempre esteve a vida inteira, trabalhando de forma extenuante, sem nenhum direito, sendo constantemente punida, sofrendo e sendo humilhada. No entanto, tinha algo que fazia você ter esperança, o céu azul. Você observou que o céu era o mesmo tanto dentro do engenho, quanto fora e teve a esperança de um dia conseguir observá-lo de fora novamente.

Meses se passaram e aquele sentimento não havia ido embora, você e seus quatro amigos permaneciam planejando da forma que podiam uma nova fuga, não falaram nada com mais ninguém por medo de serem descobertos e sofrerem tudo de novo. Você passava cada minuto de sua existência pensando na liberdade, enquanto o dia parecia não chegar nunca. Até que chegou aos seus ouvidos que você devia se preparar, seria naquela noite. O dia chegou.

You Lose!!!!!

No momento da luta dois de seus colegas acabam perdendo a vida. Você se encontra totalmente machucada, com o braço quebrado, muito sangue sendo jorrado de seu corpo e ainda assim está sendo levada de volta, onde mais lesões serão provocadas.

E o pesadelo se transforma em realidade

Assim que chegou ao engenho, você e seus companheiros de fuga foram sentenciados pelo Senhor D. Walter a 50 açoites cada um. No entanto, um de vocês cinco acabou sendo identificado como o cabeça da fuga e teve sua orelha direita cortada. Enquanto você observava tudo aquilo, sentia uma dor monstruosa, e o que doía mais era a perda dos seus amigos e a de estar submetida aquilo em que sempre esteve a vida inteira, trabalhando de forma extenuante, sem nenhum direito, sendo constantemente punida, sofrendo e sendo humilhada. No entanto, tinha algo que fazia você ter esperança, a liberdade.

O Grande Dia

Chegou o dia da fuga. São 3 da manhã e você e seus outros 4 companheiros estão a postos para fugir. Todos vocês, sem fazer nenhum barulho, vão andando pelas terras do engenho até sair dela. Já se passaram alguns quilômetros e de repente um homem branco aparece e tenta capturar vocês, pois percebe que são escravizados fugitivos e sabe que ganharia uma boa recompensa ao devolvê-los ao senhor de engenho. A maioria de vocês consegue fugir e despistá-lo, porém um escravizado é capturado. Você é uma ótima lutadora, muito habilidosa na capoeira. O que você faz? Vai tentar salvá-lo ou fugir e tentar se proteger?

Você e seu companheiro conseguem escapar graças a suas habilidades de luta. Agora, vocês dois seguem sem o resto dos colegas para dentro da mata, tentando se esconder. Apesar de seus ferimentos, você consegue se locomover bem. Nesse momento o sol já está nascendo e vocês continuam andando para chegar o mais longe possível do engenho. No meio do caminho vocês se deparam com um animal e tentam caçá-lo para comer. Porém, logo após o primeiro contato, percebem que era um tipo de veado branco, algo que vocês estranharam pois nunca tinham visto nada parecido. O animal se aproxima com um ar de ataque, como se vocês estivessem pisando em seu território. Você observa que seus olhos são diferentes, como se fosse uma criatura poderosa e protetora, importante para aquela mata. Sendo assim, você tem 2 opções, continuar com a ideia de caçá-lo ou deixá-lo ir.

Ops, você enfureceu o animal e devido a força sobrenatural da criatura você não conseguiu caçá-lo, apenas enfurece-lo. O animal partiu para cima de vocês, mas felizmente não os atingiu tanto, foi um ato apenas para mostrar que vocês não poderiam mexer naquela mata. Vocês tentam sair de lá o mais rápido possível

Parabéns, sua sensibilidade te fez perceber que esse animal tinha algo de diferente, por isso agora vocês ganharam um protetor durante o trajeto dentro dessa mata.

Bom, sua escolha foi deixar outro escravizado para trás. Você saiu sem nenhum ferimento mas não conseguiu alcançar os outros escravizados, sendo assim, estava sozinha e se sentindo muito culpada por não ter salvado o companheiro. Nesse momento o sol já está nascendo e você continua andando para chegar o mais longe possível do engenho. No meio do caminho você se depara com um animal e tenta caçá-lo para comer. Porém, logo após o primeiro contato, percebe que era um tipo de veado branco, algo que você estranha pois nunca tinham visto nada parecido. O animal se aproxima com um ar de ataque, como se você estivesse pisando em seu território. Você observa que seus olhos são diferentes, como se fosse uma criatura poderosa e protetora, importante para aquela mata. Sendo assim, você tem 2 opções, continuar com a ideia de caçá-lo ou deixá-lo ir.

Ops, você enfureceu o animal e devido a força sobrenatural da criatura você não conseguiu caçá-lo, apenas enfurece-lo. O animal partiu para cima de você, mas felizmente sentiu que você não faria mal aquela mata, ele sentiu que você estava muito triste e culpada por algo. Sendo assim, o ataque foi apenas para mostrar que você não poderia mexer naquela mata. Você tenta sair de lá o mais rápido possível pensando em como aquele animal era diferente e especial.

Parabéns, sua sensibilidade te fez perceber que esse animal tinha algo de diferente, por isso agora você ganhou um protetor durante o trajeto dentro dessa mata.

Mais machucados do que já estavam, os dois saem correndo pela mata. Agora, além de fugirem de D. Walter e seus capatazes, vocês precisam fugir de um animal com poderes sobrenaturais. O animal já havia parado de segui-los, mas vocês podiam ter certeza de que ele ainda estava em seus pés. Vish! Isso era mais um poder do animal, que entrava em suas mentes fazendo vocês pensarem que ele estava o tempo todo lá. No desespero vocês se perdem um do outro. E agora? O que fazer? Você estava cansada. Sozinha. Com fome e sede.
E aí? Você para pra descansar e recarregar as energias ou continua tentando achar seu amigo?

Você descansa e no dia seguinte já continua sua jornada. O animal já não tem mais poder sobre você, que continua sua jornada pela tão sonhada liberdade, na esperança também de reencontrar seu amigo.

Você está destruída, o cansaço e as feridas tornam seu corpo cada vez mais pesado de carregar, mas a esperança de encontrar seu amigo e se tornar livre fala cada vez mais alto em seu coração.

Vocês se sentem mais aliviados por ter uma proteção sobrenatural, acreditando que dificilmente alguém vai poder fazer algum mal a vocês. E por mais que o animal realmente seja poderoso, não é bem assim que a banda toca. Enquanto vocês estão pela mata, uma onça-parda aparece e começa a atacá-los. O animal, tentando protegê-los e a si mesmo, contra-atacou a onça com os seus poderes, deixando-a ferida, mas ela não deixou barato e continuou lutando contra o poderoso animal. Sem saber o que podia acontecer vocês começam a fugir pela mata e no meio do desespero acabam se perdendo um do outro.
E agora? Inconformada você fica horas procurando seu amigo. A noite começa a cair e você está exausta, machucada pela correria no meio da mata, com fome e sede. E aí? Você para pra descansar e recarregar as energias ou continua tentando achar seu amigo?

Você descansa e no dia seguinte já continua sua jornada pela tão sonhada liberdade, na esperança também de reencontrar seu amigo.

A esperança

É dia e o sol está forte. Já faz muito tempo que você não come ou bebe água. Suas feridas doem cada vez mais. Você continua sozinha, sem saber o que vai acontecer. O que mais dói é a incerteza, você não pode ser pega e continuar sendo escravizada, então isso te dá forças para continuar fugindo. Enquanto você dá uma pausa para respirar, sente que tem alguém se aproximando, então você começa a correr muito pela floresta e a cada vez que você sente que estão mais próximos você corre mais rápido. Até que você para! Pois, por pouco, quase cai. Era um precipício e lá embaixo havia um canal. Lá de longe você consegue ver quem estava na sua cola, eram os capatazes de D. Walter que estão vindo com tudo para cima de você. Você tem duas opções:

Na sua cabeça as cenas de quando era escravizada passam como um flash. Você lembra desde quando foi traficada, todas as vezes que foi agredida, chicoteada, humilhada. Aquilo não podia mais acontecer, você não podia deixar que acontecesse. Com muita tristeza você olha para aqueles homens vindo em sua direção e sem pestanejar você se joga do precipício e cai na água. Você apaga!
Do nada você abre seus olhos, onde você está? O que aconteceu? Te acharam na beira de um rio e te levaram para um lugar seguro, você chegou ao quilombo e quando você olha para o lado quem estava ali te esperando acordar por dias? Era ele! O seu amigo.

Você não consegue pular, espera eles se aproximarem para lutar e dar tudo de si. Cada segundo é uma eternidade, você percebe que eles não estão em muitos, talvez uns três, ainda é difícil ter uma boa precisão de quantos são. Surpreendentemente algo acontece, seu amigo sai de um ponto da floresta e está preparado para atacá-los, e a situação só melhora, pois atrás de seu amigo outros surgem, eram muitos comparados aos capatazes, que fogem percebendo que não iriam dar conta. Você fica aliviada e com o coração transbordando de felicidade por reencontrar seu amigo, que vai te contando o que tinha acontecido com ele enquanto vocês estão andando pela floresta. Até que vocês chegam a um lugar e ... não é possível, não pode ser. Sim! Você chegou ao quilombo.

Você está andando sozinha ainda pensando naquele animal.. parece que vocês se conectaram de alguma forma. Um dia se passou e você ainda não sabe onde está nem para onde está indo.. De repente você se depara com um nativo caçando. Seu primeiro instinto é de se esconder, mas depois percebe que talvez ele não fosse te fazer nenhum mal. O que fazer?

Seguindo o rumo

Você explica sua situação para o nativo e ele te explica que um pouco mais longe dali existe um quilombo, e que ele poderia te ajudar a chegar lá. Além disso, ele divide sua alimentação com você para que sua fome passe. Vocês estão caminhando e de repente avistam um homem branco, que aparentava estar atrás de alguém. Vocês, sabendo por experiências próprias que, na maioria das vezes, o homem branco oprimia e violentava vocês e os seus, tem que escolher entre fugir, mesmo sabendo que ele poderia os ver, ou se esconder, correndo o risco de ficarem presos por muito tempo. Vocês escolhem:

Foi por pouco! Vocês tentam fugir mas o homem branco avista vocês e começa a te perseguirem… ele está chegando perto e vocês não sabem mais o que fazer… de repente, surge do meio do nada aquele animal único que você tinha encontrado mais cedo.. Ele salva vocês atacando o homem branco.

Vocês escolhem o caminho supostamente mais seguro e se escondem. O problema é que de repente outro homem branco surge e avista vocês escondidos, ele está quase atacando vocês quando aquele animal único que você tinha encontrado anteriormente aparece. Ele ataca os dois homens e salva vocês.

Com isso, vocês seguem seu caminho, ainda muito chocados, e você comenta com o nativo que já tinha visto aquele animal antes,.. E, então, fala que na verdade ele não era um animal qualquer, era Anhangá, protetora das florestas contra caçadores.. Vocês se sentem eternamente gratos por aquele ser e seguem seu caminho para o quilombo.

Sozinha e recém escapada de uma luta com um animal diferente de qualquer outros que você tenha visto.Você continua seu caminho tentando sair daquela mata. Um dia se passou e você ainda não sabe onde está e nem para onde está indo… De repente você se depara com um nativo caçando. Seu primeiro instinto é se esconder, mas depois percebe que talvez ele não fosse te fazer nenhum mal. O que fazer?

Você explica sua situação para o nativo e ele te explica que um pouco mais longe dali existe um quilombo, e que ele poderia te ajudar a chegar lá. Além disso, ele divide sua alimentação com você para que sua fome passe. Vocês estão caminhando e de repente avistam um homem branco, que aparentava estar atrás de alguém. Vocês, sabendo por experiências próprias que, na maioria das vezes, o homem branco oprimia e violentava vocês e os seus, tem que escolher entre fugir, mesmo sabendo que ele poderia os ver, ou se esconder, correndo o risco de ficarem presos por muito tempo. Vocês escolhem:

Vitória! Foi por pouco, mas vocês conseguiram escapar e agora estão bem longe do homem branco, e cada vez mais perto do quilombo.

Vocês optaram pelo caminho mais seguro! Tiveram que permanecer escondidos por algumas horas enquanto o homem branco ainda estava à vista. Quando ele foi embora, vocês seguiram seu caminho e estavam cada vez mais perto do quilombo.

O Quilombo

Ao ser levada para conhecer o Quilombo, você fica maravilhada com aquela realidade que nem fazia ideia que poderia existir. A forma como eles se organizavam era realmente surpreendente. Foi-lhe explicado sobre como funcionava o Quilombo dos Palmares, onde possuía diversos mocambos, sendo assentamentos construídos por escravos fugitivos, formando uma confederação quilombola. A principal questão no quilombo girava em torno da segurança, mas é claro que existem muitos outros afazeres dentro deste complexo. O indivíduo que a levou para conhecer o quilombo lhe informou que você ficaria no mocambo de Andalaquituche, e sem saber suas habilidades perguntou se você gostaria de trabalhar diretamente com a segurança ou nas plantações. E aí? O que você escolhe? Esconderia suas habilidades pelas lembranças de tudo que passou ou ainda estaria disposta a usá-los em favor de sua segurança e de todos presentes?

Ao participar diretamente da segurança, uma das atividades que ficou encarregada foi a de montar armadilhas, pois muitas expedições para destruir o quilombo eram realizadas. Meses se passavam e a inserção de novos mecanismos para a defesa eram constantemente implementados. Até então, você ainda não tinha se deparado com nenhum confronto direto, no entanto, indivíduos que estavam nos postos de observação, viram se aproximar mais uma expedição, era um exército de bandeirantes paulistas, comandados por Domingos Jorge Velho, em 1691.

Vocês já possuíam diversas táticas para acabar com aqueles que vinham tentar destruir toda a organização quilombola. Então você vai para a luta, se sentindo mais forte e confiante do que todas as vezes em que já lutou, além de todo o apoio dos outros quilombolas. Por mais que a expedição tenha sido derrotada, a luta não foi fácil e você fica completamente ferida. Era comum que após expedições, reações a engenhos fossem realizadas para libertar outros escravos, adquirir novas armas e incêndios de canaviais, destruindo a fonte de riqueza dos inimigos. Até que… É sério que isso iria acontecer? O Engenho que seria atacado era o de D. Walter, aquele em que você foi escravizada a vida inteira, mas você se encontrava muito machucada, será que tinha condições de ir?

Aquilo não saía de sua cabeça, a vontade de se vingar explodia dentro de seu corpo e mesmo que estivesse exausta e machucada, tirou as forças a partir de todas as lembranças que surgiam em sua mente e foi para um dos momentos mais inimagináveis de sua vida.

Faz um tempo em que você já vem trabalhando na parte da plantação, sabendo que poderia estar utilizando muitas habilidades adquiridas ao trabalhar diretamente com a segurança do quilombo. Os dias passavam e você continuava com essas questões em sua cabeça, ocupando-se da produção de milho, bananas, dentre outros. Até que é avisado que um ataque ao quilombo está se aproximando, um exército de bandeirantes, comandado por Domingos Jorge Velho, em 1691. Você não consegue se conter, tudo aquilo mexia muito com sua história. Você vai para a luta ao lado dos outros quilombolas.

Por mais que a expedição tenha sido derrotada, a luta não foi fácil e você fica completamente ferida. Era comum que após expedições, reações a engenhos fossem realizadas para libertar outros escravos, adquirir novas armas e incêndios de canaviais, destruindo a fonte de riqueza dos inimigos. Até que… É sério que isso iria acontecer? O Engenho que seria atacado era o de D. Walter, aquele em que você foi escravizada a vida inteira, mas você se encontrava muito machucada, será que tinha condições de ir?

Vocês se preparam para o momento do ataque. Seria feito na calada da noite. Você consegue sentir cada célula do seu corpo transbordando inquietação. Seria aquele momento em que D. Walter pagaria por todos os maus tratos, humilhações, torturas em que a fez passar por todos esses anos? O momento chega! Vocês chegam ao Engenho e começam a tacar fogo nas plantações de cana-de-açúcar. Os feitores ao se darem conta de tudo isso começam a lutar contra os seus colegas. Não havia muito tempo, você tinha sido a encarregada por libertar os quilombolas, mas em seu coração uma coisa gritava mais alto, a vingança contra D. Walter. Diante deste dilema, você tem uma escolha muito séria a se fazer:

Parabéns! Por mais que se vingar tenha sido o maior sonho de sua vida, você não deixou os outros escravizados que viveram como você por tanto tempo para trás. Os libertou das injustiças em que viviam e retornaram ao quilombo.

As notícias não são boas. Além de você ter deixado os outros escravizados para trás, assim que você invade aquela casa tão conhecida, você se dá conta que ele não estava sozinho, havia outros indivíduos que sabiam lutar. Você estava sem nenhum reforço e ia demorar para alguém chegar ali. Mais uma vez na sua vida você é espancada, parece um ciclo interminável. Por sorte, os outros quilombolas chegaram ali para lhe salvar e levá-la de volta para o quilombo, enquanto o Senhor de Engenho fugia. Dessa vez realmente foi difícil, você se encontrava gravemente ferida, por um triz não morreu. Mas o que realmente pesava em sua consciência era o arrependimento de ter deixado os outros escravizados, alguns deles que conviveram por décadas com você, para continuarem sofrendo tudo aquilo a que estavam submetidos.

A grande final

Era 1694, anos se passaram e você continua vivendo no quilombo, desde o ataque ao engenho de D. walter, você vem se tornando uma das lideranças dentro do quilombo, acolhendo escravizados que fugiram e precisavam de acolhimento e protegendo os seus de possíveis ataques de bandeirantes. Qualquer coisa é melhor do que ser escravizada e maltratada como você era naquele engenho, mas a vida como fugitiva em um quilombo também não era fácil. Os ataques eram constantes e vocês tinham que estar sempre em alerta, aprimorando suas táticas de guerra para possíveis combates. Um belo dia, vocês começam a escutar rumores de que uma outra tropa de bandeirantes paulistas, comandada pelo mesmo comandante Domingos Jorge estava a caminho. Vocês se preparam para contra - atacar.
O dia do embate chega e durante a madrugada o quilombo é atacado, vocês lutam com muita força e garra, são mais de 10 mil quilombolas resistindo, mas, no final daqueles dias terríveis, vocês se encontram perdendo a batalha. Nesse momento, você tem 2 opções

Você e seus companheiros conseguem fugir e ficam um tempo se escondendo pelas florestas até achar um lugar seguro para ficar. Após uns dias tentando sobreviver a qualquer custo, vocês encontram um outro grupo de escravizados fugitivos que também estavam se rumo. Com isso, vocês aos poucos vão formando um Mocambo, mais um lugar de resistência de escravizados que fugiram, indígenas e pessoas que são perseguidas pelo sistema colonial e seus agentes opressores. Esse foi só o começo.

Infelizmente, você lutou bravamente mas não conseguiu sobreviver. Em meio a uma vida cheia de pesares, humilhações, torturas e injustiças, você foi mais uma dos milhões de escravizados que morreram, sendo submetida a este sistema tão desumano que é a escravidão. Porém, esse não é o fim da resistência dos quilombolas e dos negros escravizados. Seus companheiros que fugiram conseguiram construir um Mocambo onde agora acolhem outros fugitivos e alguns indígenas também. A luta contra o sistema escravista e suas opressões não começa e nem termina com você. Esse é só o início!!!

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